Pentágono anuncia proteção militar de sistemas eleitorais para evitar interferência estrangeira

Resumo completo da matéria
Secretário da Guerra dos EUA designou forças de inteligência militar e cibersegurança para proteger sistemas eleitorais durante as midterms. O secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, designou a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) e outras forças de inteligência militar e cibersegurança para proteger os sistemas eleitorais do país durante as eleições de meio de mandato presidencial, as chamadas midterms, marcadas para 3 de novembro e nas quais estarão em jogo as 435 cadeiras da Câmara federal e um terço do Senado.
Segundo informações do site Axios e da agência Associated Press (AP), a norma de Hegseth instruiu autoridades de inteligência da defesa a mobilizarem todos os recursos “para defender nossa infraestrutura eleitoral contra influência estrangeira maliciosa e garantir que todo eleitor elegível possa votar livre de intimidação, coerção ou medo por parte de estrangeiros”. Desde que equipamentos eleitorais dos Estados Unidos foram classificados como “infraestrutura crítica” em 2017, especialistas militares em cibersegurança têm ajudado no monitoramento de sistemas dessa área e enfrentamento a hackers, mas a normativa de Hegseth gerou críticas porque foi publicada após o presidente Donald Trump ter cortado recursos para uma agência civil especializada no tema.
“Se o governo estivesse realmente empenhado em ajudar as autoridades eleitorais estaduais e locais, não teria desmantelado toda a capacidade de cibersegurança eleitoral do governo federal nem demitido todos os seus especialistas no início de 2025”, afirmou. Trump tomou medidas relacionadas às midterms, como restrições ao voto por correio e o uso de um banco de dados federal para verificar a cidadania dos eleitores – a Suprema Corte dos EUA barrou a primeira norma, mas permitiu a segunda.
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